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Eu não tenho pai.

Numa conversa com um amigo, encontrei algo especial que vale a pena compartilhar. Vamos chamá-lo de Pedro. Pedro surpreendeu-me revelando um ato simples que transformou sua própria vida. Hoje ele é um homem seguro de si, sabe o que quer, nutri bons relacionamentos e atinge seus objetivos. Mas antes disso, foram anos de uma dor surda que minava secretamente seu desenvolvimento. Naquele tempo, não conseguia estabelecer vínculos de amizade nem se firmar no trabalho e nos estudos. Era muito volúvel. Começava muitos projetos mas sempre os largava pela metade. Parecia um jovem sem futuro e a chave para tudo isto, poderia estar justamente no seu passado. Ele foi uma criança retraída e com dificuldades para se enturmar. Parecia não acreditar que valeria a pena confiar em alguém. Ele tinha a mãe. Seu porto seguro e quem esteve todo o tempo ao seu lado. Ela não mediu esforços para criá-lo da melhor maneira que podia. Mesmo assim, ela também foi alvo da desconfiança de Pedro, que...

Seus pais poderiam ter sido melhores?

Feche os olhos, lembre-se da sua infância. Como era sua relação com seus pais? Como é sua relação com eles hoje? Para nós, pai e mãe são seres diferentes dos outros. A função deles é muito especial. Por isto, eles não devem se dar ao luxo de cometer erros. Mas a medida que a gente cresce, a verdade vem à tona: eles são pessoas comuns como todas as outras. E erram tentando acertar, como todas as pessoas comuns, não é mesmo? E se você puxar a lembrança, vai se pegar condenando seus pais por isto ou por aquilo. Às vezes, até dá razão para um e tira a razão do outro. Pode até parecer impossível perdoá-los. Às vezes, promete para si mesmo que quando crescer será melhor que eles… como pais, como profissional, como pessoa, … Pode até se sentir tão melhor que eles, que por dó ou pena, disfarçado de cuidado, toma as rédeas da vida deles. Mas quando chega a sua vez de fazer diferente deles, parece que você mal consegue ser igual.  Não sabe explicar o motivo de também ter falhado, de...

Depressão: o que poderia ter sido diferente?

Ao sair para as compras nas lojinhas do centro, reencontrei uma querida conhecida. Uma boa oportunidade para colocar a “prosa” em dia, como se diz aqui em Minas. Ela me contou que ela estava bem melhor. Já tinha emagrecido 10 kg e que descobriu a causa da sua falta de disposição nos últimos meses, o diabetes, que agora estava sendo tratado. Ela era uma pessoa totalmente saudável há 2 anos atrás e 20 kg mais magra, quando um grave problema familiar a “deixou na lona”. Brigas, tanto verbais como físicas, a esgotaram. Ela então foi diagnosticada com depressão e por isto começou a tomar antidepressivos. Os problemas familiares persistiram por mais um ano e ela me contou que demorou acertar o antidepressivo. Mas agora ela estava mais confiante na sua melhora, e associou a melhora aos 5 medicamentos que tomava todos os dias.  Os 10 kg, ela perdeu com a Sibutramina, o sono era garantido pelo Rivotril, a estabilidade emocional pela Venlafaxina, a pressão alta e o diabetes, tratad...

O que problemas de relacionamento ( Família , colegas de trabalho, amigos), de saúde, profissionais, financeiros e até vícios podem ter em comum?

Como é possível problemas tão diferentes ter algo em comum? Imagine uma analogia simples: você quer fazer um bolo, mas sua forma está toda amassada. Então, quando você terminar de assar o bolo, nota que ele parece “defeituoso”. E começa a buscar soluções: faz os melhores cursos de bolo, compra os melhores ingredientes, mas continua assando o bolo na mesma forma e ele continua com o mesmo “defeito”. Assim, por mais que você se esforce e busque coisas novas, o “defeito” sempre estará lá. Bolos de chocolate, abacaxi, formigueiro, … não importa o bolo, o “defeito” sempre se repete. Neste caso, poderia ser fácil perceber que o problema é a forma, e percebendo isto, bastaria trocá-la. Mas na vida real, a forma, representa nosso primeiro modelo de mundo, nossa família. E muita gente nem tem consciência sobre o quanto os problemas familiares podem interferir na sua vida. E mesmo que tenha consciência, não daria para  simplesmente trocá-la. Por isto, muita gente se esforça tanto n...

Seus pais também tem o direito de errar!

Eu sinto muito! Mas talvez você ainda não tenha se dado conta que seus pais também tenham o direito de errar! Eu sei que eles deveriam ser especiais e pessoas especiais não deveriam cometer erros. Mas cometem! Para um filho, os pais são pessoas diferentes das outras. Para uns, são como os super heróis, para outros, nem tanto. Mas de qualquer modo, eles são diferentes dos demais e, por isto, inaceitável que eles cometam erros. Se você teve sorte, você foi educado por eles. Assim, eles apontaram seus erros, corrigindo você. E como você foi uma criança que precisava ser corrigida, a conclusão foi lógica, que você veio com defeito e erros, não é mesmo!? E se você não tinha o direito de errar, seus pais também não, não é!? Quando somos crianças, chegamos a algumas conclusões que carregamos para a vida inteira, mas nem por isto elas estão corretas. Nunca fomos um erro, nem tampouco, nossos pais estavam certos o tempo todo. Aqueles que amadurecem de fato, percebem, que assim como e...

A Constelação Familiar agora esta no SUS

Quando eu falava em acupuntura e homeopatia há 10 anos atrás, quando eu ministrava aulas numa Universidade Federal, soava estranho para meus alunos da área de Saúde. Eles ouviam com desconfiança, mesmo elas integrando a Atenção Básica do SUS. Agora já integram o SUS, 29 abordagens não convencionais, incluindo a Constelação Familiar. Adoro poder citar estas abordagens: ayurveda, medicina tradicional chinesa, medicina antroposófica, plantas medicinais/fitoterapia, arteterapia, biodança, dança circular, meditação, musicoterapia, naturopatia, osteopatia, quiropraxia, reflexoterapia, reiki, shantala, terapia comunitária integrativa, termalismo social/crenoterapia, yoga, piterapia, aromaterapia, bioenergética, cromoterapia, geoterapia, hipnoterapia, imposição de mãos, ozonioterapia e terapia de florais. O Brasil está fazendo um movimento muito promissor em busca da saúde das pessoas. Sou Farmacêutica e posso dizer, que muitos dos efeitos benéficos que estas outras abordagens po...

A dor que a Mariana ama odiar?

Mariana era uma menina de classe média baixa. Ela não sofreu nenhuma violência física na infância nem passou nenhuma necessidade básica. Mas era uma menina retraída, que brincava sozinha e se considerava feia, desajeitada e menos inteligente que as outras. Os comentários de seus pais, sempre reforçavam a visão distorcida que ela tinha de si mesma. No meio familiar, tios, avós, primos, ela parecia a ‘sem talento’, sem brilho, sem qualquer coisa que a fizesse se sentir especial de algum modo. Ela até se sentia menos querida que as outras crianças. Esforçava-se o tempo todo para ser melhor, se comportava como diziam que tinha que se comportar, mas nunca era considerada boa o suficiente. Diante dos fatos, Mariana concluiu que ela nunca seria vista, amada, querida, pois nunca tinha sido boa o suficiente.  Mais tarde, concluiu que a culpa de se sentir assim, era de seus pais. Eles nunca olharam para ela, nunca a amaram, nunca a aceitaram como ela era. E tendo pais tão péssimos, uma hi...

De quem é a culpa?

Karine sabia exatamente de quem era a culpa. Ela chegou nervosa para ser atendida. Estava indignada: ‘- A culpa é dos médicos que não percebem o quanto a gente precisa de cuidado e gentileza. A culpa é do governo com o descaso da saúde. A culpa é da secretária que parece que olha para a gente como se a gente fosse inferior. A culpa é daquela que se dizia minha amiga e ficou dando em cima de quem eu gostava. A culpa é da minha mãe que não entende o que eu faço e vive brigando comigo.’ Uauuu… eram tantos os culpados que o que eu poderia dizer, não é mesmo? Ela estava convicta de que para tudo que ela estava vivendo tinha um culpado. Para cada drama, um ou mais culpados. Ela sabia me explicar detalhadamente o motivo das culpas de cada culpado. O que Karine não sabia é que culpa é poder! O que Karine não sabia é que distribuir as culpas, desempodera o ser! E se por um momento, Karine esquecesse que existe a palavra culpa e num passe de mágica a substituisse pela palavra PODER,...

Como seria abrir mão do controle?

Luana queria muito constelar. Ela já tinha ouvido falar dos benefícios da Constelação e estava encantada e ansiosa para a vez dela. Queria muito resolver a questão que ela trazia. Era esclarecida, dona de si e já havia conquistado muitas coisas na vida. Nem parecia que por trás de tudo isto, havia tanta insegurança. Mas Luana, tinha aprendido com a vida, que precisava manter tudo sob controle. Afinal, foi isto que a auxiliou a sobreviver e a chegar até ali com tantas conquistas. Ela nunca tinha sido representante numa constelação e não tinha ideia como era. Quando entrou no campo da constelação, foi tomada por uma forte emoção que a fez chorar, ese surpreendeu por não “controlar” a liberação daquela emoção. Prosseguimos mais um pouco, mas a espontaneidade em que as emoções afloravam, sem que pudesse controlar, a incomodou. A cada emoção liberada ela se sentia mais leve e aliviada, mas continuava com a percepção de que não estava no controle. De algum modo, por mais que quis...